Estava lá. Distante de tudo que pudesse ser ruim em sua vida. Vestida de branco e adornada com cores tantas que faziam brilhar sua figura. Caminhava alheia aos tropeços da vida. Mantinha-se a mesma com o passar do tempo. Desilusões e todas as mazelas machucavam mas nunca fizeram-na cair ou minguar.
Era uma tarde como outra qualquer quando se viu andando, mais uma vez sozinha, por caminhos que desconhecia. Era um lugar diferente. Parecia com outros tantos que já havia visto, mas suas curvas, atalhos, emaranhado de entradas e saídas, a deixavam confusa. Deslumbrava-se, de certa forma, com toda aquela confusão. Parecia tudo inédito. Parecia tudo muito válido. E o melhor de tudo, nada daquilo lhe feria o íntimo.
Até que resolveu entrar um tanto mais naquele lugar novo. A noite já chegava e uma boa distância tinha sido percorrida. Estava dentro o suficiente para se perder, isso fazia crescer um certo medo. Ainda assim estava dentro o suficiente, também, para se sentir íntima. Em casa.
Distraía-se com flores, luzes, saltava entre a névoa baixa e as águas cristalinas que corriam ali quando apareceu o vulto. Uma sombra alta, forte, pesada e assustadora. Sua expressão era a da maldade, assim como parecia pulsar a sua intenção de atacar, ferir e destruir.
Avançou sobre ela com um só golpe. Um único estrondo no meio do rosto que a deixou lacrimejando. Seguiu-se de outro que lhe atingiu o queixo, tirando-lhe o equilíbrio e mais um no estômago. Esse último roubou-lhe o ar. Estava sem o eixo que sempre a manteve de pé. Não entendia de onde aquele bruto apareceu. E por que a atacava violentamente. Não conhecia ele. Não poderia haver razão para vingança portanto. Era um ataque impiedoso e fatal.
Ele arfava como um bicho. Por mais vezes que tentasse escapar ou dialogar com o monstro, sentia-se desesperançosa como nunca antes.
Ele babava. Parecia aproveitar o momento que esperou a vida toda. A chance de fazer algum mal nunca nessa vida praticado. Era vingança com certeza. Talvez se vingasse dela. Talvez se vingasse de alguém através dela. Não fazia diferença. O prazer e a satisfação de estar fazendo como uma vez, em algum canto escuro e melancólico, planejou. Havia dor naquele coração. Trevas naquela alma atormentada.
Foi quando finalmente resolveu partir para a violência derradeira. Jogou-a no chão. Arrancou-lhe as roupas finas e os enfeites que ganhou de presente dos segundos e anos de sua vida. Suas garras e dentes feriam com incontáveis golpes. Ela sangrava. Gritava. Tentava reagir. Lutar por sua existência. Nada adiantava. Ele apertou-lhe firmemente a barriga. Fazia ela se contrair de dor. Atacou-lhe os seios. Estapeava a face. As lágrimas choviam em seu rosto à medida que seu sangue descia da boca e pelo corpo. A dor brotava de toda pele quando o carrasco despiu-se de uma vez por todas. Não havia nada além da sua natureza exposta. Não havia pêlos, pano ou couraça. Sua verdade estava ali. Sua maldade também. Seu medo. Seus demônios. Todos gritavam clamando a morte. O fim.
Projetou-se com fome, impetuoso, sobre ela. Com uma só estocada rompeu-lhe a delicada película que ainda sobrava. Rompeu de uma vez por todas o que fazia dela alguém especial. Enfiou até que sua maldade, ereta, invasora, estivesse toda dentro. Aquilo fervia. Entrava e saía numa velocidade inumana. Rasgava-lhe o orgulho, a vida, a coragem. Sua integridade roubada. Estuprada.
Foram socos, mordidas, tapas, sua carne sangrada, dilacerada, suas entranhas expostas enquanto ele trepava em cima dela. Ela não conseguia mais, sequer, chorar. O ar não passava mais por sua boca, muito menos pelos pulmões. Estava deitada no meio da névoa, suja de sangue e lama. Agredida, ferida. Morrendo.
Foi usada até que o gozo da fera estivesse saciado. Ele urrou antes de enxarcar-lhe as intimidades. Jorrou sua nojeira por uma quantidade de segundos que agigantavam-se por meio do terror. Tremeu um pouco, gruniu e levantou-se. Sorriu. Gargalhou. Chorou. Chorou também. Por muitas vezes. E se foi.
Ela continuou deitada. Olhando o céu escuro. As estrelas que deveriam estar lá, brilhando, tinham sumido. Não havia nenhuma platéia. Nenhuma testemunha. Ninguém para socorrer... Tampouco o socorro era necessário naquele momento de sua vida. Já era tarde. Estava morrendo. Ouviu algumas vozes sussurando melodias em sua mente, e depois dormiu. Pra sempre.
Jogada no meio do nada ficou ela, Inocência, filha de sua mãe, Esperança, e de seu pai, o Amor. Neta de Fé. Amiga de infância de Carinho, Honra, Verdade, Devoção e de Paixão, a mais brincalhona entre todas as outras. Nem eles e nem Alegria estiveram presentes. Talvez tenha sido melhor dessa forma. A dor de perdê-la poderia matá-los também.
sexta-feira, junho 30, 2006
Razão 1997
No mar que há, dentro e profundo
Existem razões que o fazem assim
As ondas que estalam nos rochedos
Existem razões que as fazem assim
A chuva que cai no meu rosto
Existe uma nuvem cinza que a faz assim
O forte peso em meus ombros
Existem olhos que o faz assim
Sentado no deserto, inalando todo seu veneno,
Pétalas que caem em meus ombros
Pétalas que caem em meu rosto
Existe um motivo para estar aqui
O zunido forte em meus ouvidos
Existe um silêncio que o faz assim
A culpa, a dúvida, imóvel e incapaz
Existe uma consciência que me faz assim
O cansaço estufante em meu peito
Existe uma força que o faz assim
A asfixia em minha garganta sêca
Existem correntes que a deixam assim
Sentado no deserto, inalando todo seu veneno
Pétalas a beijar meu ombro, vento soprando em meu rosto
A morte chamando para um abraço
Existe alguem que me faz negar.
Existem razões que o fazem assim
As ondas que estalam nos rochedos
Existem razões que as fazem assim
A chuva que cai no meu rosto
Existe uma nuvem cinza que a faz assim
O forte peso em meus ombros
Existem olhos que o faz assim
Sentado no deserto, inalando todo seu veneno,
Pétalas que caem em meus ombros
Pétalas que caem em meu rosto
Existe um motivo para estar aqui
O zunido forte em meus ouvidos
Existe um silêncio que o faz assim
A culpa, a dúvida, imóvel e incapaz
Existe uma consciência que me faz assim
O cansaço estufante em meu peito
Existe uma força que o faz assim
A asfixia em minha garganta sêca
Existem correntes que a deixam assim
Sentado no deserto, inalando todo seu veneno
Pétalas a beijar meu ombro, vento soprando em meu rosto
A morte chamando para um abraço
Existe alguem que me faz negar.
25 de março de 2005
Tantas são as frutas
Em tão grande árvore...
Tantos são os sabores,
Para tantos paladares
Mesmo sendo amarga,
A raiz de todos os frutos,
Doce é sempre o prazer da experiência
Provar delas,
Maduras ou não,
Encher-se de alegria,
Ao bebê-las, mordê-las ou chupá-las
Pouco importa se minhas asas foram cortadas
Pouco importa se o inimigo está sempre por perto
Daqui da Torre, sou alto...
Vejo tudo até o infinito,
Sem precisar voar
Sou gigante agora,
Sem culpa pelos que são menores que eu.
Em tão grande árvore...
Tantos são os sabores,
Para tantos paladares
Mesmo sendo amarga,
A raiz de todos os frutos,
Doce é sempre o prazer da experiência
Provar delas,
Maduras ou não,
Encher-se de alegria,
Ao bebê-las, mordê-las ou chupá-las
Pouco importa se minhas asas foram cortadas
Pouco importa se o inimigo está sempre por perto
Daqui da Torre, sou alto...
Vejo tudo até o infinito,
Sem precisar voar
Sou gigante agora,
Sem culpa pelos que são menores que eu.
24 de novembro de 2004
Culpa...
Agonia e angústia...
Desespero...
Por não ter andado
Por não ter cansado
O tijolo que deveria estar ali
Na parede
O rastro que deveria estar ali
No caminho
Sopra o vento frio da inércia
Grita forte o silêncio da frieza
Aos grãos que ainda não caíram
Fica a impressão de que são poucos
Às águas que já foram movidas
Fica a doçura de um honrado fracasso
A sorte virá em forma de mulher
Musa absoluta de infinita sedução
Inspiração pulsante em explosões vermelhas
Tenho certeza de que a sorte virá.
O azar?
O azar é o tempo.
Agonia e angústia...
Desespero...
Por não ter andado
Por não ter cansado
O tijolo que deveria estar ali
Na parede
O rastro que deveria estar ali
No caminho
Sopra o vento frio da inércia
Grita forte o silêncio da frieza
Aos grãos que ainda não caíram
Fica a impressão de que são poucos
Às águas que já foram movidas
Fica a doçura de um honrado fracasso
A sorte virá em forma de mulher
Musa absoluta de infinita sedução
Inspiração pulsante em explosões vermelhas
Tenho certeza de que a sorte virá.
O azar?
O azar é o tempo.
22 de novembro de 2004
Ah!...Enfim, voltou...
A injusta magia
Maldição reluzente que ecoa pelo tempo
A armadilha de sentir o poder
A inércia em não poder sentir
Frustração antiga frente às antigas novidades
Desespero vazio emudecido pelo costume
Enfim, o sorriso...
Sujo, conhecido, pouco engraçado
Saudoso das mesmas perguntas
Esperançoso pelas mesmas respostas
A busca que se dilue no caminho...
As asas que evaporam ao buscar...
Tão caro, tão rico, tão cultivado
Tesouro que não está em baú algum...
Fortuna obsoleta que ninguem mais quer
Enfim, o tédio...
Enfim, o mesmo...
Vazio.
Sensação estranha e constante
Lacuna que parece aumentar
Haverá o dia em que os faróis acertarão
Haverá o dia em que haverá um mar.
Mestre de tão poucas estórias
Sem nenhuma vontade de querer contar.
A injusta magia
Maldição reluzente que ecoa pelo tempo
A armadilha de sentir o poder
A inércia em não poder sentir
Frustração antiga frente às antigas novidades
Desespero vazio emudecido pelo costume
Enfim, o sorriso...
Sujo, conhecido, pouco engraçado
Saudoso das mesmas perguntas
Esperançoso pelas mesmas respostas
A busca que se dilue no caminho...
As asas que evaporam ao buscar...
Tão caro, tão rico, tão cultivado
Tesouro que não está em baú algum...
Fortuna obsoleta que ninguem mais quer
Enfim, o tédio...
Enfim, o mesmo...
Vazio.
Sensação estranha e constante
Lacuna que parece aumentar
Haverá o dia em que os faróis acertarão
Haverá o dia em que haverá um mar.
Mestre de tão poucas estórias
Sem nenhuma vontade de querer contar.
quinta-feira, junho 29, 2006
Pois é, né?
"Quanto à felicidade, cuja promoção como um fim constitui meu dever, ela tem de ser a felicidade de outras pessoas, cujo (lícito) fim eu, com isso, torno meu próprio. Aquilo que elas podem contar como pertecendo à felicidade delas compete a elas mesmas decidir; enquanto compete a mim recusar algumas coisas que elas pensam que irão fazê-las felizes, se eu discordo delas a respeito disso, desde que não sejam coisas que, como próprias, elas tenham o direito de exigir." (Metafísica dos Costumes 388 - Immanuel Kant)
A palavra entre parênteses "lícito" é importante. Alguém pode ter um fim que conflite com o dever de promover sua própria perfeição ou felicidade de outrem, e este não seria um fim permitido. Ademais, as pessoas frequentemente têm objetivos que interferem com, ou exploram, em outras pessoas.
O princípio básico do que que Kant denomina a Doutrina do Direito é que é errado interferir na liberdade dos outros, uma liberdade de que necessitam para seu próprio auto-desenvolvimento.
(Kant - Ralph Walker)
A palavra entre parênteses "lícito" é importante. Alguém pode ter um fim que conflite com o dever de promover sua própria perfeição ou felicidade de outrem, e este não seria um fim permitido. Ademais, as pessoas frequentemente têm objetivos que interferem com, ou exploram, em outras pessoas.
O princípio básico do que que Kant denomina a Doutrina do Direito é que é errado interferir na liberdade dos outros, uma liberdade de que necessitam para seu próprio auto-desenvolvimento.
(Kant - Ralph Walker)
quarta-feira, junho 28, 2006
Dica de som pra apreciar.
WOLF MOTHER!
Ducaraio... Meu grande amigo, Bodê, o feio (ahahahaha), me deu a idéia de catar essa banda na Mulinha (santo programa). Ele disse que viu numa resenha ai que a banda parecia uma mistura de Led, Sabbath e Purple... Na hora eu pensei - Hmmmpf... Repare a porra... - Mas putz! A banda e duca... Não só lembra as três bandas já citas como ainda me faz lembrar do Uriah Heep, Free e até do Maiden em certas partes...
BOM PRA CARAIO.
Embora eu desconfie seriamente que a maioria das (poucas) pessoas que lê esse blog é feita de mulheres, e todos nós sabemos que são pouquíssimas as mulheres que sabem ouvir música (ahahaha)(me xinguem!), eu insisto na recomendação. Trata-se do véio e bom hard rock 70tão com todos os seus ingredientes mais fodas. Guitarras foda, baixão pesado e foda e vocal foda...´(pois é... Sempre que ouço hard rock 70tão eu só penso nisso mermo...)(é... Você não entendeu errado não... A piada é essa mesmo!(ahahaha)
As músicas que baixei aqui:
- Colossal
- Dimension
- Joker and the thief
- Love train
- Say Hello
- Vagabond
_____________________________________________________
Fiquem com Deus.
Ducaraio... Meu grande amigo, Bodê, o feio (ahahahaha), me deu a idéia de catar essa banda na Mulinha (santo programa). Ele disse que viu numa resenha ai que a banda parecia uma mistura de Led, Sabbath e Purple... Na hora eu pensei - Hmmmpf... Repare a porra... - Mas putz! A banda e duca... Não só lembra as três bandas já citas como ainda me faz lembrar do Uriah Heep, Free e até do Maiden em certas partes...
BOM PRA CARAIO.
Embora eu desconfie seriamente que a maioria das (poucas) pessoas que lê esse blog é feita de mulheres, e todos nós sabemos que são pouquíssimas as mulheres que sabem ouvir música (ahahaha)(me xinguem!), eu insisto na recomendação. Trata-se do véio e bom hard rock 70tão com todos os seus ingredientes mais fodas. Guitarras foda, baixão pesado e foda e vocal foda...´(pois é... Sempre que ouço hard rock 70tão eu só penso nisso mermo...)(é... Você não entendeu errado não... A piada é essa mesmo!(ahahaha)
As músicas que baixei aqui:
- Colossal
- Dimension
- Joker and the thief
- Love train
- Say Hello
- Vagabond
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Fiquem com Deus.
Luther King
"O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons".
________________________________________
Agradecimento ao Edu por ter me mandado o mail com esse pensamento do Luther King.
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Agradecimento ao Edu por ter me mandado o mail com esse pensamento do Luther King.
terça-feira, junho 27, 2006
Cuma???
segunda-feira, junho 26, 2006
Livro de Mateus - O cumprimento da lei e dos profetas
"Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e aborrecerás teu inimigo.
Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem,
para que sejais filhos do Pai que está nos céus; porque faz que o sol se levante sobre os maus e bons e a chuva desça sobre os justos e injustos.
Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos tamebm o mesmo?
E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não faazem os publicanos tambem assim?
Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos céus."
__________________________________________________________
Amém.
Só me resta esperar pelo dia em que os justos serão mais numerosos. E que a confiança humanista não seja mais suplantada pelo cinismo.
Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem,
para que sejais filhos do Pai que está nos céus; porque faz que o sol se levante sobre os maus e bons e a chuva desça sobre os justos e injustos.
Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos tamebm o mesmo?
E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não faazem os publicanos tambem assim?
Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos céus."
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Amém.
Só me resta esperar pelo dia em que os justos serão mais numerosos. E que a confiança humanista não seja mais suplantada pelo cinismo.
sábado, junho 24, 2006
Argentina x México
Outro jogaço na Copa do Mundo. Argentina x México.
Eu e minha irmã conversamos antes do jogo pra saber palpites um do outro. Arriscamos 2x1 pra Argentina e acertamos.
O jogo foi exatamente como pensei. México pressionando... Jogando de igual pra igual. Duelo tático e muita movimentação em campo.
A seleção mexicana abriu o placar com Rafa Marquez, volante do Barcelona. Logo depois os argentinos empataram num gol confuso onde o Crespo mostrou muita presença e oportunismo. Daí pra frente o que se viu foi um belo jogo com chances pros dois lados.
No final da partida, depois de um segundo tempo onde o domínio foi argentino, um gol do Messi foi anulado incorretamente, o que levou a peleja para os acréscimos.
Perto do final do primeiro tempo da prorrogação, Max Rodriguez, o melhor voltante dessa Copa, na minha opnião, marcou um dos maiores golaços do torneio e sacramentou a vitória.
Para os mexicanos fica o ditado que eles mesmos criaram; JOGAMOS COMO NUNCA, PERDEMOS COMO SEMPRE.
Para o próximo jogo, contra os donos da casa, Pekerman tem que pensar se vale mesmo à pena deixar o Messi e o Tevez no banco... Retornar com o Burdisso na lateral direita o quantos antes (o que me faz perguntar por onde está o Javier Zanetti)... E dar uma meia dúzia de grito no ouvido do Riquelme pra ver se ele acorda pra Copa... Tem dois jogos que ele parece dormir em campo....
Eu e minha irmã conversamos antes do jogo pra saber palpites um do outro. Arriscamos 2x1 pra Argentina e acertamos.
O jogo foi exatamente como pensei. México pressionando... Jogando de igual pra igual. Duelo tático e muita movimentação em campo.
A seleção mexicana abriu o placar com Rafa Marquez, volante do Barcelona. Logo depois os argentinos empataram num gol confuso onde o Crespo mostrou muita presença e oportunismo. Daí pra frente o que se viu foi um belo jogo com chances pros dois lados.
No final da partida, depois de um segundo tempo onde o domínio foi argentino, um gol do Messi foi anulado incorretamente, o que levou a peleja para os acréscimos.
Perto do final do primeiro tempo da prorrogação, Max Rodriguez, o melhor voltante dessa Copa, na minha opnião, marcou um dos maiores golaços do torneio e sacramentou a vitória.
Para os mexicanos fica o ditado que eles mesmos criaram; JOGAMOS COMO NUNCA, PERDEMOS COMO SEMPRE.
Para o próximo jogo, contra os donos da casa, Pekerman tem que pensar se vale mesmo à pena deixar o Messi e o Tevez no banco... Retornar com o Burdisso na lateral direita o quantos antes (o que me faz perguntar por onde está o Javier Zanetti)... E dar uma meia dúzia de grito no ouvido do Riquelme pra ver se ele acorda pra Copa... Tem dois jogos que ele parece dormir em campo....
quinta-feira, junho 22, 2006
Chega de "passe e não devolva"!
"Pra evitar ressaca, continue bebendo!" ("sabedoria" popular)
Pois é... Discordo. É esse pensamento que não quero na minha vida.
Pra curar uma doença não se deve usar outra doença ou dose maior da mesma. Por mais que eu saiba que de veneno se faz antídoto, para as doenças do mundo não há antidoto. Há cura. E se chama FÉ. AMOR. BOA VONTADE. RESPEITO. VERDADE. SINCERIDADE.
Vamos dar um fim nessa inércia. Nesse ciclo de dissabores e cegueira.
Abri meu coração como nunca antes fiz. Levei uma apunhalada bem no meio dele quando estava sem defesa. Vejo bem de perto a opção de entrar pro time e dar seguimento ao que todos fazem. Mas não farei. Se depender de mim, nenhuma outra pessoa sofrerá por uma vingança que não lhe diz respeito. Por uma mágoa que não é de sua responsabilidade. Não haverá vingança de minha parte.
Essa dor fica aqui. Só aqui. Beberei esse vinho amargo até que ele acabe. Em minha casa só servirei a mais doce das bebidas.
Pois é... Discordo. É esse pensamento que não quero na minha vida.
Pra curar uma doença não se deve usar outra doença ou dose maior da mesma. Por mais que eu saiba que de veneno se faz antídoto, para as doenças do mundo não há antidoto. Há cura. E se chama FÉ. AMOR. BOA VONTADE. RESPEITO. VERDADE. SINCERIDADE.
Vamos dar um fim nessa inércia. Nesse ciclo de dissabores e cegueira.
Abri meu coração como nunca antes fiz. Levei uma apunhalada bem no meio dele quando estava sem defesa. Vejo bem de perto a opção de entrar pro time e dar seguimento ao que todos fazem. Mas não farei. Se depender de mim, nenhuma outra pessoa sofrerá por uma vingança que não lhe diz respeito. Por uma mágoa que não é de sua responsabilidade. Não haverá vingança de minha parte.
Essa dor fica aqui. Só aqui. Beberei esse vinho amargo até que ele acabe. Em minha casa só servirei a mais doce das bebidas.
2 x 1
Com gol de mão e com gol contra.
Jogador que deveria ser expulso por cuspir no zagueiro, adversário, pouco antes de colocar, com a mão, pra dentro do gol.
Três gols legais que foram anulados pela arbitragem que alegou impedimento.
Jogador que deveria ser expulso por cuspir no zagueiro, adversário, pouco antes de colocar, com a mão, pra dentro do gol.
Três gols legais que foram anulados pela arbitragem que alegou impedimento.
domingo, junho 18, 2006
Am�m.
Que eu beba um litro de veneno do animal mais pe�onhento.
Mas afastai de mim o espir�to da mulher sedenta de soberania e cora��o ego�sta.
Mas afastai de mim o espir�to da mulher sedenta de soberania e cora��o ego�sta.
sábado, junho 17, 2006
Por favor.
Ia escrever um mont�o de texto, mas depois de ver certas coisas eu desisti de faz�-lo.
Puxa vida... N�o sei mais o que fazer.
T� pensando em desistir.
Se algu�m puder me dizer alguma coisa, se Deus falar pra mim atrav�s de algum de voc�s, pessoas queridas, que seja.
Por favor, algu�m me diga alguma coisa que fa�a sentido. Por favor.
AH! Menos voc�... Voc� n�o... De ti n�o quero mais nenhuma palavra.
Puxa vida... N�o sei mais o que fazer.
T� pensando em desistir.
Se algu�m puder me dizer alguma coisa, se Deus falar pra mim atrav�s de algum de voc�s, pessoas queridas, que seja.
Por favor, algu�m me diga alguma coisa que fa�a sentido. Por favor.
AH! Menos voc�... Voc� n�o... De ti n�o quero mais nenhuma palavra.
Em pé. Passo certo. Olhar reto.
Cansaço. Morte. Como é difícil resistir.
Olhares, palavras vazias, verdades tolas, amargura, mágoa. Tédio, desesperança, maldade disfarçada de sangue em veias conhecidas, desconhecidas e reconhecidas. Irreconhecível foi a tolice. Inesquecível é a dor. Invencível é a tristeza, que insiste em usar certos cantos do coração como residência.
Pseudo-testamento de uma alma que quase desiste por inúmeras vezes. Inúmeros argumentos pra fazê-lo. Parecem infinitos. Luzes que se apagam. Portas que não levam a nada sendo abertas dia após dia. Estórias tristes que se repetem. Lições ruins que são aprendidas. Leviandade como conduta. Covardia aliada à esperteza, destruindo quase todos os refúgios conhecidos. Quando aprenderão?
"Desista!" "Desista!" - grita o demônio, mercador desprezível.
"A culpa é sua!" - exclama Loki, advogado competente.
O passo que falta pra dar-lhes razão é evitado pelo único motivo; O Amor.
Olhares, palavras vazias, verdades tolas, amargura, mágoa. Tédio, desesperança, maldade disfarçada de sangue em veias conhecidas, desconhecidas e reconhecidas. Irreconhecível foi a tolice. Inesquecível é a dor. Invencível é a tristeza, que insiste em usar certos cantos do coração como residência.
Pseudo-testamento de uma alma que quase desiste por inúmeras vezes. Inúmeros argumentos pra fazê-lo. Parecem infinitos. Luzes que se apagam. Portas que não levam a nada sendo abertas dia após dia. Estórias tristes que se repetem. Lições ruins que são aprendidas. Leviandade como conduta. Covardia aliada à esperteza, destruindo quase todos os refúgios conhecidos. Quando aprenderão?
"Desista!" "Desista!" - grita o demônio, mercador desprezível.
"A culpa é sua!" - exclama Loki, advogado competente.
O passo que falta pra dar-lhes razão é evitado pelo único motivo; O Amor.
Eu devo ter matado minha mãe de beliscão numa outra encarnação.
As piores frases de todos os tempos (no amor)
_ Precisamos conversar...
_ Não é você, sou eu.
_ Olha, saí de um relacionamento agora e não estou preparado(a).
_ Eu ia te contar, mas...
_ Eu nem ia te contar, mas...
_ Eu queria dar um novo rumo a minha vida.
_ Eu quero ampliar as minhas perspectivas.
_ Sério: eu gosto de você, mas...
_ Eu não procurei. Aconteceu.
_ É que eu preciso da minha liberdade.
_ Não tem nada a ver com você.
_ Você tem a vida toda pela frente.
_ Eu sei que eu posso e até vou me arrepender, mas...
_ Mas...
_ Eu tô precisando ficar um tempo sozinho(a).
_Nos encontramos na hora errada.
_Não te mereço. Você merece coisa bem melhor do que eu em sua vida.
_ Este número não existe.
_ Telefone temporariamente fora de área.
_Não é bem assim... _Estávamos indo bem, mas...
_Calma, não chore...
_Sinto que você está sofrendo demais ao meu lado...
___________________________________________________________
Texto retirado do blog da Tatiana Farah, minha grande amiga, que não foge a regra de que boa parte das melhores mulheres que conheço moram longe de mim. Êta ferro,viu?
__________________________________________________________
Pois é... Então... Ouvi todas essas frases aí... E da mesma pessoa. Quase todas de uma vez só... No mesmo dia, numa mesma conversa... Ai ai... Cada uma, viu?
_ Precisamos conversar...
_ Não é você, sou eu.
_ Olha, saí de um relacionamento agora e não estou preparado(a).
_ Eu ia te contar, mas...
_ Eu nem ia te contar, mas...
_ Eu queria dar um novo rumo a minha vida.
_ Eu quero ampliar as minhas perspectivas.
_ Sério: eu gosto de você, mas...
_ Eu não procurei. Aconteceu.
_ É que eu preciso da minha liberdade.
_ Não tem nada a ver com você.
_ Você tem a vida toda pela frente.
_ Eu sei que eu posso e até vou me arrepender, mas...
_ Mas...
_ Eu tô precisando ficar um tempo sozinho(a).
_Nos encontramos na hora errada.
_Não te mereço. Você merece coisa bem melhor do que eu em sua vida.
_ Este número não existe.
_ Telefone temporariamente fora de área.
_Não é bem assim... _Estávamos indo bem, mas...
_Calma, não chore...
_Sinto que você está sofrendo demais ao meu lado...
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Texto retirado do blog da Tatiana Farah, minha grande amiga, que não foge a regra de que boa parte das melhores mulheres que conheço moram longe de mim. Êta ferro,viu?
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Pois é... Então... Ouvi todas essas frases aí... E da mesma pessoa. Quase todas de uma vez só... No mesmo dia, numa mesma conversa... Ai ai... Cada uma, viu?
Passion Play
Caraio... Estou ouvindo Passion Play, do Jethro Tull. Como alguém ouve uma música dessa e não sente nada? Como alguém pode não gostar disso? Como alguém pode dizer que é ruim?
Os três primeiros minutos da música são melhores do que toda carreira da Zélia Duncan e da Ana carolina juntas. E tem milhares de pessoas que gostam dessas duas. A Duncan ainda faz umas coisinhas diferentes... Mas putz! Todas as músicas da Ana Carolina são iguais. Parece o Ramones. Ahahahaha... (Tá...Eu gosto do Maiden, e confesso que eles tambem se repetem... Mas não vamos comparar Maiden com essa sapatada cantarolante daqui do Brasil, né? Me economize.
Passion Play é uma obra de arte. Lindo. Detesto essa palavra. Acho muito gay falar "lindo"... (risos) Mas é foda... A música é linda mesmo. Perfeita. absolutamente foda. EHeheheh...
Tull é foda.
Os três primeiros minutos da música são melhores do que toda carreira da Zélia Duncan e da Ana carolina juntas. E tem milhares de pessoas que gostam dessas duas. A Duncan ainda faz umas coisinhas diferentes... Mas putz! Todas as músicas da Ana Carolina são iguais. Parece o Ramones. Ahahahaha... (Tá...Eu gosto do Maiden, e confesso que eles tambem se repetem... Mas não vamos comparar Maiden com essa sapatada cantarolante daqui do Brasil, né? Me economize.
Passion Play é uma obra de arte. Lindo. Detesto essa palavra. Acho muito gay falar "lindo"... (risos) Mas é foda... A música é linda mesmo. Perfeita. absolutamente foda. EHeheheh...
Tull é foda.
Um verdadeiro show de bola.
Pois é... Tudo que nós brasileiros esperamos da Seleção, os argentinos fizeram no jogo dessa sexta.
Teve garra, movimentação, espírito coletivo, toque de bola (maior qualidade do futebol dos caras), dribles, experiência, vontade de vencer, e o que é melhor; Uma cacetada de golaços!
A movimentação foi tanta que três dos seis gols foram marcados por volantes. Dois de Rodriguez e um de Cambiasso, que entrou no lugar do Lucho, que saiu machucado. Crespo, Carlitos e Messi fecharam a lista. Saviola não marcou mas teve partipação fundamental nos três primeiros gols.
Embora tenha ficado feliz pelo belo espetáculo que foi apresentado, confesso que não foi surpresa pra mim. Comentei com amigos o quanto a seleção argentina estava diferente de outros tempos. Usei a palavra "veneno" pois foi a melhor ilustração que consegui fazer em minha mente. É exatamente como eles jogam. Quando o veneno não mata lentamente, é fatal num só bote. Vide o gol aos seis minutos de jogo, e todos os outros que foram marcados quando os sérvios pressionavam fortemente no primeiro tempo.
Os hermanos jogaram da mesma forma contra as pobres vítimas da Costa do Marfim. Em conversas com amigos, disse que o domínio foi total e que a Argentina só levou o gol porque quis. Tive a impressão de que eles tinham certeza da vitória em sua estréia, e só jogaram o suficiente pra vencer, não cansar e não perderem nenhum jogador machucado.
Priorizando a posse de bola, mas sem a lentidão irritante do time do Parreira, os caras conseguem dizer quando e como os adversários podem atacar. Ditam mesmo o ritmo da partida.
Aos 26:20 do segundo tempo da partida contra Sérvia e Montenegro aconteceu exatamente a mesma coisa que foi feita nos mesmos 20 minutos do segundo tempo da estréia. A diferença foi que a torcida não gritou "olé". Todos, com exceção do Abondanzieri, é claro (risos), estavam no campo da Sérvia. Até o mais defensivo zagueiro argentino estava na linha do meio campo! A torcida ficou impaciente com a impossibilidade de criação de alguma jogada, tamanho o congestionamento, e esboçou uma vaia, foi quando os latinos tocaram a bola mais para trás e para o lado, fazendo o jogo rodar, e chamaram os europeus para seu campo de ataque. E eles vieram. Como disse antes, eis um exemplo claro de domínio da partida. Pouco tempo depois disso, o quarto gol é marcado. Havia menos gente pra defender o pobre goleiro sérvio. (risos)
Enfim, chocolate é pouco. Se não fosse dois erros graves da arbitragem, seriam oito na rede sérvia. 8x0 em Copa, convenhamos, não é toda hora... (risos)
Virou três, fechou seis, como dizem.
Com um futebol de extrema qualidade, a Argentina mostrou que o temido Grupo da Morte só serviu de treino.
Vejamos agora como será contra os holandeses. Fico na expectativa de mais um jogaço.
_____________________________________________________________
PS: Este que vos escreve é corintiano. (risos) E ainda que não fosse, cá pra nós, que golaço do Carlitos, hein?
Teve garra, movimentação, espírito coletivo, toque de bola (maior qualidade do futebol dos caras), dribles, experiência, vontade de vencer, e o que é melhor; Uma cacetada de golaços!
A movimentação foi tanta que três dos seis gols foram marcados por volantes. Dois de Rodriguez e um de Cambiasso, que entrou no lugar do Lucho, que saiu machucado. Crespo, Carlitos e Messi fecharam a lista. Saviola não marcou mas teve partipação fundamental nos três primeiros gols.
Embora tenha ficado feliz pelo belo espetáculo que foi apresentado, confesso que não foi surpresa pra mim. Comentei com amigos o quanto a seleção argentina estava diferente de outros tempos. Usei a palavra "veneno" pois foi a melhor ilustração que consegui fazer em minha mente. É exatamente como eles jogam. Quando o veneno não mata lentamente, é fatal num só bote. Vide o gol aos seis minutos de jogo, e todos os outros que foram marcados quando os sérvios pressionavam fortemente no primeiro tempo.
Os hermanos jogaram da mesma forma contra as pobres vítimas da Costa do Marfim. Em conversas com amigos, disse que o domínio foi total e que a Argentina só levou o gol porque quis. Tive a impressão de que eles tinham certeza da vitória em sua estréia, e só jogaram o suficiente pra vencer, não cansar e não perderem nenhum jogador machucado.
Priorizando a posse de bola, mas sem a lentidão irritante do time do Parreira, os caras conseguem dizer quando e como os adversários podem atacar. Ditam mesmo o ritmo da partida.
Aos 26:20 do segundo tempo da partida contra Sérvia e Montenegro aconteceu exatamente a mesma coisa que foi feita nos mesmos 20 minutos do segundo tempo da estréia. A diferença foi que a torcida não gritou "olé". Todos, com exceção do Abondanzieri, é claro (risos), estavam no campo da Sérvia. Até o mais defensivo zagueiro argentino estava na linha do meio campo! A torcida ficou impaciente com a impossibilidade de criação de alguma jogada, tamanho o congestionamento, e esboçou uma vaia, foi quando os latinos tocaram a bola mais para trás e para o lado, fazendo o jogo rodar, e chamaram os europeus para seu campo de ataque. E eles vieram. Como disse antes, eis um exemplo claro de domínio da partida. Pouco tempo depois disso, o quarto gol é marcado. Havia menos gente pra defender o pobre goleiro sérvio. (risos)
Enfim, chocolate é pouco. Se não fosse dois erros graves da arbitragem, seriam oito na rede sérvia. 8x0 em Copa, convenhamos, não é toda hora... (risos)
Virou três, fechou seis, como dizem.
Com um futebol de extrema qualidade, a Argentina mostrou que o temido Grupo da Morte só serviu de treino.
Vejamos agora como será contra os holandeses. Fico na expectativa de mais um jogaço.
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PS: Este que vos escreve é corintiano. (risos) E ainda que não fosse, cá pra nós, que golaço do Carlitos, hein?
sexta-feira, junho 16, 2006
Pausa pro futiba!
Esses dias de Copa do Mundo me fazem pensar em certos sentimentos que não dizem respeito somente ao futebol. É curioso, e um tanto triste, observar como somos movidos, muitas vezes, por impulsos ruins.
A rivalidade, insatisfação, ambição, carência, futilidade... Tudo está aí e a gente nem percebe...
Como transferimos aos jogos a nossa felicidade. Nosso estado de espírito. Sou corintiano e bem sei do que estou falando. Quando o Timão perde eu fico mal mesmo. O tempo vai passando e fico menos, é verdade, mas ainda assim fico.
Por que precisamos tanto nos preocupar se os argentinos, italianos e demais adversários perderão ou não? Por que nos "comovemos" tanto com a situação social de certos países, e quando estes enfrentam nossa Seleção numa simples partida de futebol, esquecemos de tudo e só pensamos que o Ronaldo poderia enfiar mais uns quatro ou cinco na rede dos caras? E que o Roque Junior tinha mais é que dar uma bicuda mais forte naquele venezuelano perna de pau.
Não sei direito o que acontece, mas não consigo mais torcer fanaticamente pela Seleção. Assisto com a expectativa de ver um bom jogo, independente de quem vencerá a partida.
Essa alegria fútil, vazia, cada dia me assusta mais... A idéia de que alguém precisa ser derrotado para que eu me sinta animado a transar, beber, sorrir e encontrar meus amigos para podermos conversar horas tem soado estranha esses tempos.
Talvez por ver que tantos não sabem, sequer, ganhar, é que torço tanto para que percam. Fora o Galvão Bueno, né? Esse estimula o meu sentimento anti-patriota de verdade. A quantidade de idiotice e ufanismo desse senhor me causa crises de gastrite. É muita merda pra apenas uma hora e meia de transmissão.
Bem, falemos então do futebol agora.
Tolice achar que o Robinho no lugar do Ronaldo iria resolver alguma coisa. Primeiro que o Robinho é uma mosca de padaria. Um verdadeiro triatleta; corre, pedala e NADA.
Desafio qualquer um a me dizer o que ele fez de produtivo no segundo tempo da estréia. Correu pra lá e pra cá? Deu "movimentação" à equipe? Tenha paciência, né? Se movimentar mais que o Ronaldo naquele jogo não era desafio nem para minha avó. E tambem não acho que o desempenho do "Fenômeno" seja motivo de tanta falta de respeito. O cara é bom jogador sim. Muito melhor do que outros tantos que estão lá. Não vem bem por motivos que dizem respeito apenas a ele. Se alguém tem problemas pessoais e não vai bem em seu trabalho, não significa que podemos chegar em sua sala e ofendê-lo por isso. O que ele faz da vida dele não me interessa.
Parreira erra ainda mais ao deixá-lo em campo alegando confiança no atleta. Não se trata de confiança. Trata-se de tempo e oportunidade.
Eu no lugar do Parreira deixaria tanto o Ronaldo como o Adriano no banco de reservas. O segundo eu nem sei se convocaria. Só tem força. Não sabe fazer uma tabelinha, não dribla sem empurrar, socar ou chutar o adversário. E como bem diz meu pai, só acerta o gol quando a bola pega errado no pé. (risos)
Tiraria o Ronaldo, até ele recuperar a forma, e colocaria o Juninho Pernambucano no meio campo junto com o Kaká. Teríamos velocidade, passes precisos e chutes de media e longa distância. Ronaldinho e Kaká tem o costume de carregar um pouco a bola. Talvez por isso o meio campo tenha se apresentado tão pouco na estréia.
No lugar do Adriano eu colocaria o Fred. Ele é muito melhor e joga no mesmo time do Juninho. Ganhariamos mais técnica e tambem maior entrosamento.
Pra completar, tiraria o Emerson (que não sei por que cargas d'água não troca o ludopédio pelo wrestling de uma vez por todas) e daria oportunidade ao Mineiro, do São Paulo.
Dessa forma, teríamos um meio defensivamente forte, mas com qualidade de saída de bola, com Mineiro e Zé Roberto. Alta qualidade técnica com Juninho Pernambucano, ao passar e chutar de longe, além da excelente distribuição de bola. Velocidade e finalização com o Kaká. E lá na frente, mais próximos da grande área adversária, teríamos o Ronaldinho caindo pela esquerda, em diagonal, no contrapé do defensor, recurso muito utilizado por ele mesmo, no Barça, e o Fred, com sua incontestável capacidade para marcar gols.
Mas enfim... Nada disso irá acontecer porque nosso técnico treina até as substituições em seus coletivos. (risos) Sai sempre o mesmo pra entrar sempre o mesmo. Ou seja, vocês terão Robinho sassaricando pra lá e pra cá, enquanto o Adriano tromba com Deus e o mundo lá na frente. Tomara que dê certo.
A rivalidade, insatisfação, ambição, carência, futilidade... Tudo está aí e a gente nem percebe...
Como transferimos aos jogos a nossa felicidade. Nosso estado de espírito. Sou corintiano e bem sei do que estou falando. Quando o Timão perde eu fico mal mesmo. O tempo vai passando e fico menos, é verdade, mas ainda assim fico.
Por que precisamos tanto nos preocupar se os argentinos, italianos e demais adversários perderão ou não? Por que nos "comovemos" tanto com a situação social de certos países, e quando estes enfrentam nossa Seleção numa simples partida de futebol, esquecemos de tudo e só pensamos que o Ronaldo poderia enfiar mais uns quatro ou cinco na rede dos caras? E que o Roque Junior tinha mais é que dar uma bicuda mais forte naquele venezuelano perna de pau.
Não sei direito o que acontece, mas não consigo mais torcer fanaticamente pela Seleção. Assisto com a expectativa de ver um bom jogo, independente de quem vencerá a partida.
Essa alegria fútil, vazia, cada dia me assusta mais... A idéia de que alguém precisa ser derrotado para que eu me sinta animado a transar, beber, sorrir e encontrar meus amigos para podermos conversar horas tem soado estranha esses tempos.
Talvez por ver que tantos não sabem, sequer, ganhar, é que torço tanto para que percam. Fora o Galvão Bueno, né? Esse estimula o meu sentimento anti-patriota de verdade. A quantidade de idiotice e ufanismo desse senhor me causa crises de gastrite. É muita merda pra apenas uma hora e meia de transmissão.
Bem, falemos então do futebol agora.
Tolice achar que o Robinho no lugar do Ronaldo iria resolver alguma coisa. Primeiro que o Robinho é uma mosca de padaria. Um verdadeiro triatleta; corre, pedala e NADA.
Desafio qualquer um a me dizer o que ele fez de produtivo no segundo tempo da estréia. Correu pra lá e pra cá? Deu "movimentação" à equipe? Tenha paciência, né? Se movimentar mais que o Ronaldo naquele jogo não era desafio nem para minha avó. E tambem não acho que o desempenho do "Fenômeno" seja motivo de tanta falta de respeito. O cara é bom jogador sim. Muito melhor do que outros tantos que estão lá. Não vem bem por motivos que dizem respeito apenas a ele. Se alguém tem problemas pessoais e não vai bem em seu trabalho, não significa que podemos chegar em sua sala e ofendê-lo por isso. O que ele faz da vida dele não me interessa.
Parreira erra ainda mais ao deixá-lo em campo alegando confiança no atleta. Não se trata de confiança. Trata-se de tempo e oportunidade.
Eu no lugar do Parreira deixaria tanto o Ronaldo como o Adriano no banco de reservas. O segundo eu nem sei se convocaria. Só tem força. Não sabe fazer uma tabelinha, não dribla sem empurrar, socar ou chutar o adversário. E como bem diz meu pai, só acerta o gol quando a bola pega errado no pé. (risos)
Tiraria o Ronaldo, até ele recuperar a forma, e colocaria o Juninho Pernambucano no meio campo junto com o Kaká. Teríamos velocidade, passes precisos e chutes de media e longa distância. Ronaldinho e Kaká tem o costume de carregar um pouco a bola. Talvez por isso o meio campo tenha se apresentado tão pouco na estréia.
No lugar do Adriano eu colocaria o Fred. Ele é muito melhor e joga no mesmo time do Juninho. Ganhariamos mais técnica e tambem maior entrosamento.
Pra completar, tiraria o Emerson (que não sei por que cargas d'água não troca o ludopédio pelo wrestling de uma vez por todas) e daria oportunidade ao Mineiro, do São Paulo.
Dessa forma, teríamos um meio defensivamente forte, mas com qualidade de saída de bola, com Mineiro e Zé Roberto. Alta qualidade técnica com Juninho Pernambucano, ao passar e chutar de longe, além da excelente distribuição de bola. Velocidade e finalização com o Kaká. E lá na frente, mais próximos da grande área adversária, teríamos o Ronaldinho caindo pela esquerda, em diagonal, no contrapé do defensor, recurso muito utilizado por ele mesmo, no Barça, e o Fred, com sua incontestável capacidade para marcar gols.
Mas enfim... Nada disso irá acontecer porque nosso técnico treina até as substituições em seus coletivos. (risos) Sai sempre o mesmo pra entrar sempre o mesmo. Ou seja, vocês terão Robinho sassaricando pra lá e pra cá, enquanto o Adriano tromba com Deus e o mundo lá na frente. Tomara que dê certo.
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