Culpa...
Agonia e angústia...
Desespero...
Por não ter andado
Por não ter cansado
O tijolo que deveria estar ali
Na parede
O rastro que deveria estar ali
No caminho
Sopra o vento frio da inércia
Grita forte o silêncio da frieza
Aos grãos que ainda não caíram
Fica a impressão de que são poucos
Às águas que já foram movidas
Fica a doçura de um honrado fracasso
A sorte virá em forma de mulher
Musa absoluta de infinita sedução
Inspiração pulsante em explosões vermelhas
Tenho certeza de que a sorte virá.
O azar?
O azar é o tempo.
sexta-feira, junho 30, 2006
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