segunda-feira, maio 29, 2006

Mozart, Carl Orff e auto-estima.

Noite boa. Felicidade. Paz de espírito. Deixa eu continuar escrevendo enquanto ainda sinto. (risos). Geralmente isso some rápido. Hoje descobri a força do meu amor, da minha auto-estima e do meu talento. Não só do meu talento hoje, mas também da potencialidade dele. Do que posso vir a fazer. Sinto essa força em mim. Sinto hoje que sou capaz de melhorar de fato. Muito. Sinto agora que tenho talento.
Existem milhares pelo mundo que são melhores e que estão melhores do que eu... Mas e daí? Ninguém disse que só poderia haver um talento apenas.
Hoje me livrei da vontade de ser o Leonardo Da Vinci... De ser o Serpiere ou o Manara. De pintar como o Tadema. Hoje eu só quero desenhar e pintar como Fábio Chamusca. Se tá ruim, eu prefiro achar que pode melhorar.
É exatamente essa a difernça aos meus olhos agora. Estar é, de fato, uma situação... Uma circunstância. Não estarei ruim para todo sempre. E pra ser mais sincero do que costumeiramente já sou, eu não estou achando ruim as imagens que faço agora.
Estou mesmo me sentindo bem. Me sentindo pleno. Revigorado. Feliz por ser quem eu sou. Feliz por fazer o que faço. Pensar o que penso. Enxergar as coisas com todas as suas cores e tamanhos. É um surto de lucidez, eu acho. (risos) Deus ajude que não passe. (risos).
Como se descobrir tudo isso já não fosse bom o suficiente, eu ainda descubro através da minha razão e do que sinto, o que é amor de verdade. Amor puro. Inegável. Descobri o tamanho de meu amor hoje... Dessa forma assim absoluta, só hoje.
Sei agora como é se sentir pleno e ainda assim sentir saudade. A falta que sinto de Rafa sequer combina com a palavra... "Falta"... Não falta nada na minha vida. Estou feliz agora com o que tenho. Não desejo a Rafa do meu lado como se ela fosse um objeto da minha necessidade existencial. Queria que estivesse aqui agora para que pudesse sorrir bem grande pra ela, abraçá-la e beijá-la e dizer quanto eu a amo apenas por isso. Exatamente por isso. Para poder expressar o quanto eu a admiro, o quanto eu a quero bem, o quanto eu a desejo. Não quero que ela seja minha muleta, rota, luz da minha vida, nada disso. Só há duas luzes na minha vida. A minha consciência e Deus. E somente o segundo vive para todo sempre. Até mesmo minha consciência tem futuro incerto.
Se Rafa quiser se relacionar com outro homem e não quiser mais o meu amor, e eu venha a saber que isso aconteceu, claro que ficarei triste, enciumado, cabisbaixo, mas passará. Como tudo na vida realmente passa. Tem que passar. E por isso naturalmente passa. Mesmo que nossa razão pouquíssimamente natural não queira.
A tristeza que sinto é bobinha. Como uma frustração por poder enxergar tanto e ter que esperar ela entender algumas coisas. E ainda torcer para que eu esteja nos planos dela depois dessa compreensão toda... (risos). É como se estivesse bem na entrada do paraíso, alguém lá dentro abrisse um pouquinho a porta e eu pudesse dar uma espiadinha. Mas só ficasse nisso.
Por enquanto acho que estar feliz é bom, mas o que chamam de paraíso deve ser ainda melhor... Deve ser isso o tempo todo. (risos). Acho que é por isso que só existe pra quem não é mais carne. Carne atrapalha o entendimento de tudo. Ainda mais quando é carne humana. (risos)
Já havia me esquecido como Mozart é bom.
Agora voltarei a desenhar... Feliz, "Allegro" como a música que ouço, e esperançoso de que Deus me permita ainda mais.
Volta, moça. Volta. (risos)

domingo, maio 28, 2006

28 de maio de 2006 - 2:27 - Frio de novo... E silêncio...

Da porta do meu quarto pra parede da sala tem 12 passos e meio, e da porta da sala até a porta da varanda tem 11 passos.
Da janela do meu quarto, que vai sempre ter ares de quarto da minha irmã, para o armário tem 5 passos e meio. De uma parede pra outra tem 6.
Até onde eu poderia ir com 34 passos?
Opa... Mas não foram só 34, não! Eu fiz esses trajetos umas 20 vezes... São 680 passos, não é? Sempre fui ruim dematemática... Por isso não tenho certeza... Quando é comigo eu só sei conta de diminuir.

sábado, maio 27, 2006

27 de maio de 2006 - Manhã fria, solitária e regada a Bruce Dickinson (Accident of Birth)

Chove muito.
Chove que não parece querer parar.
Minhas mãos tremem e ainda preciso desenhar.
Seria uma rara oportunidade de acordar e sentir uma manhãzinha preguiçosa como há muito não sinto. Agarradinho, enrolado em lençois e travesseiros. Justamente agora ela resolve ficar sozinha.
Às vezes até esqueço o por que. Quando lembro, percebo que era melhor mesmo nem futucar o baú das nossas razões.
Tempo.
É esse o cara. Diz ele que vai resolver tudo. Sempre me promete isso e não vejo nada melhorando de verdade. Nem na minha vida. Nem na vida dos outros. Nem no mundo todo, pra ser bem sincero.
É isso.
Hoje era pra começar com uma abraço preguiçoso e um sorriso dos mais suculentos dessa vida... Ao invés disso, ficquei com um celular me despertando às sete horas, depois de uma hora de sono... É... Isso mesmo... Sem exageros... Uma hora apenas de sono.
Madrugada pouco produtiva.
Frio.
Saudade.

27 de maio de 2006

"Quando pensar em ferir meu coração, lembre-se; você pode estar dentro dele..."

sexta-feira, maio 26, 2006

Remember Tomorrow

Vento frio e meu corpo nu a andar pela casa,
Livre de possíveis olhares,
Pois a noite é somente minha.
Sempre.
Sou Senhor do silêncio,
Das vozes e dos vultos em minha mente,
E nas paredes lambidas pela luz da Lua.
Me olho no espelho,
Cansado.
Meus olhos ardem de tanto ler.
Minha coluna grita de dor.
Ainda assim vejo a beleza incontestável dentro de meus olhos.
A assimetria e os contornos pouco atraentes em minhas formas já não incomodam tanto quanto antes.
Sinto-me belo, grande e forte.
Lembro de como é gostoso ficar nu,
Em forma e pensamento.
Lembro que aprendi contigo,
A ficar nu.
Lembro de como era gostoso estar nu para você.
Lembro de quantas vezes me fez essa visita.
Percorreu minhas linhas com teu sorriso e teu suor.
Sua pele e seus sons roçando em meus ouvidos.
Lembro de como era bom te ver nua.
Ao cair da preguiça
E ao festejar das carícias.

Conselho - Friedrich Nietzsche

Aspiras à glória?
Escuta, pois, um conselho:
Renuncia a tempo, livremente,
À honra!

Gelo - Friedrich Nietzsche

Sim, às vezes faço gelo:
É útil para digerir!
Se tivesses muito o que digerir,
Ah! COmo gostarias de meu gelo!

Homem e Mulher - Friedrich Nietzsche

"Teu coração bate por uma mulher? Rapta-a!"
Assim pensa o homem; a mulher não rapta, rouba.

O Seutor Involuntário - Friedrich Nietzsche

Para passar o tempo, lançou uma palavra no ar,
E no entanto, por causa dela, uma mulher caiu.

O Corajoso - Friedrich Nietzsche

Mais vale uma inimizade de boa madeira
Que uma amizade feita de madeira colada!

Sabedoria do Mundo - Friedrich Nietzsche

Não fiques embaixo
Não subas muito alto
O mundo é sempre mais belo
Visto à meia altura

Madrugada de leitura

“Infelizmente, a amizade de prazer de um jovem nem sempre é estável. Aristóteles explica: “Pois a vida dos jovens é guiada por seus sentimentos, e eles buscam acima de tudo o que é prazeroso e fácil de adquirir. Mas, quando crescem, o que lhes é prazeroso muda também. Por isso, são rápidos para fazer amizade e rápidos em acabar com ela” (Aristóteles, A Ética a Nicômaco)”

Trecho do livro Super-Heróis e a Filosofia – Verdade, justiça e o caminho socrático.
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“Se você está lendo esse livro, deve ter aquecedor no inverno e ar-condicionado no verão – é capaz de controlar a temperatura em sua casa programando um temostato para o nível que preferir. Em 20 minutos, você pode chegar a uma loja que vende uma enorme quantidade de gêneros alimentícios que eram inacessíveis aos mais poderosos reis de épocas passadas. Para os nossos ancestrais, uma vida devotada ao bem menor do desejo e medo seria quase certamente infeliz, pois os recursos para satisfazer a experiência e a emoção sensoriais eram quase inexistentes – a mera experiência sensorial deles informava se estava quente ou frio demais, ou se queriam comer ou beber algo específico, mas se deixassem essas demandas do cenário pequeno determinar sua felicidade, teriam, ao contrário, uma infelicidade garantida. Mas no ocidente contemporâneo e em parte do resto do mundo, a situação já não é mais assim. Nós construímos um novo mundo humano no qual as exigências do momento podem ser satisfeitas com mais facilidades, e sem dúvida esse é, em grande parte, o motivo de nosso ceticismo quanto a qualquer afirmação de que a atratividade natural da experiência e da emoção sensoriais deve ser resistida em favor do cenário maior. E é parte do motivo por que nos tornamos céticos quanto à sabedoria. (...) Sócrates e outros pensadores da Antiguidade acreditavam que satisfazer todas as demandas do quadro menor, no fim das contas, só gera mais insatisfação. E é um fato curioso que, em uma época de prosperidade material sem precedentes, as pessoas parecem se queixar cada vez mais. Na verdade, nas sociedades menos materialmente avançadas do passado, queixar-se era considerado um mau hábito.”

Trecho do livro Super-Heróis e a Filosofia – Verdade, justiça e o caminho socrático.

quinta-feira, maio 25, 2006

O Sol

Jota Quest
Composição: Antônio Júlio Nastácia


Ei dor...eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Ei medo...eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
Ei dor...eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Ei medo...eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá vou
É pra lá que eu vou
Caminho do Caminho do sol
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou

O que me importa

O Que Me Importa

Marisa Monte
Composição: Cury


O que me importa seu carinho agora
se é muito tarde para amar você

O que me importa se você me adora
Se já não há razão para lhe querer

O que me importa ver você sofrer assim
Se quando eu lhe quis você nem mesmo soube dar amor

O que me importa ver você chorando
Se tantas vezes eu chorei também

O que me importa sua voz chamando
Se pra você jamais eu fui alguém

O que me importa essa tristeza em seu olhar
Se o meu olhar tem mais tristezas pra chorar que o seu

O que me importa ver você tão triste
Se triste fui e você nem ligou

O que me importa o seu carinho agora
Se para mim a vida terminou ?

Recheio

Que recheio tem as palavras que ouço?
E as que leio?
E as que digo?...
As que saem da minha boca são oriundas do meu coração e da minha alma. Sei bem o sabor delas para mim.
Mas e para quem me ouve ou me lê?
Ouvi palavras...
Li palavras...
E muitas delas eram contrárias, mesmo saindo da mesma fonte. Miradas no mesmo lugar.
Não quero ser rota, muito menos porto de passagem.
Sou, e sempre serei, pois me reservo esse direito, convento.
Sei aonde não quero estar e o que não quero ser.
Isso me traz paz.
Sensação de ter feito o que deveria ser feito.
De ter agido conforme o que é importante e sagrado.
O resto passa no final de tudo.
Já não tenho mais tempo pra perder caminhando estradas obviamente sujas e que não dão em lugar algum.

Pedras fundamentais e pedras de ruína.

Segundo o Dicionário Enciclopédico Léxico Comum da Koogan-Larousse:

Amor – Afeição viva por alguém ou por alguma coisa: o amor a Deus, ao próximo, à pátria, à liberdade. Sentimento apaixonado por pessoa do outro sexo. Inclinação ditada pelas leis da natureza; amor materno, filial. Paixão, gosto vivo por alguma coisa: amor das artes. Pessoa amada. Zêlo, dedicação. Amor platônico, amor isento de desejo sexual.

Consideração – Exame atento, reflexão. Respeito, estima, valimento, importância que se dá a alguém. Razões, arrazoado, exposição fundamentada. Levar em consideração, levar em conta, dar importância.

Estima – Apreciação favorável de uma pessoa ou de uma coisa. Amizade, apreço, afeição. Consideração. Estimação, avaliação.

VirtudeDisposição constante de praticar o bem e evitar o mal; cultivar a virtude. Ato virtuoso; não se esquecerá quem tantas virtudes legou.Castidade, pudicícia. Qualidade própria para produzir certos efeitos; propriedade; só o homem tem a virtude de pensar.

Respeito – Ato ou ação de respeitar. Sentimento que leva a tratar alguém ou alguma coisa com grande atenção, profunda deferência; consideração, reverência: respeito filial. Obediência, acatamento, subimissão; respeito às leis. Homenagens, cumprimentos. Dizer respeito a, pertencer ou referir-se a, ter relação com: tudo isso diz respeito a um fato de suma importância.

Respeitoso – Que manifesta respeito, que está imbuído de respeito; linguagem, atitude respeitosa. Cortês, atencioso, reverente.

PreocuparOcupar fortemente o espírito, prender a atenção de. Causar cuidados; inquietar. Sentir preocupação, deixar-se absorver por; impressionar-se. Inquietar-se, afligir-se.

CarinhoCarícia, afago, mimo. Amor, ternura.

Carma – Nas religiões da Índia, encadeamento de causa e efeito, tanto no plano físico quanto no moral.

Dignidade – Qualidade de quem é digno; nobreza; respeitabilidade. Cargo ou título de alta graduação. Respeito que merece alguém ou alguma coisa.

Leviandade – Qualidade de leviano. Ato leviano, imprudência, irreflexão.

Leviano – Que procede ou julga precipitadamente, sem refletir; inconsiderado; imprudente.

ImprudênciaInconveniência, inadvertência, indiscrição, temeridade.

ImpudênciaInsolência, descaramento que revolta: teve a impudência de sustentar uma coisa que sabai falsa. Ato, palavra impudente; impudor.

Impudente – Insolente, cínico, descarado, sem-vergonha: mentiroso impudente; dito impudente.

Felicidade – Estado de plena satisfação íntima; ventura. Beatitude; contentamento, grande alegria, euforia, grande satisfação. Circunstância favorável, bom êxito, boa sorte.

Gratidão – Reconhecimento por algum benefício recebido; agradecimento: dar provas de gratidão.