Que recheio tem as palavras que ouço?
E as que leio?
E as que digo?...
As que saem da minha boca são oriundas do meu coração e da minha alma. Sei bem o sabor delas para mim.
Mas e para quem me ouve ou me lê?
Ouvi palavras...
Li palavras...
E muitas delas eram contrárias, mesmo saindo da mesma fonte. Miradas no mesmo lugar.
Não quero ser rota, muito menos porto de passagem.
Sou, e sempre serei, pois me reservo esse direito, convento.
Sei aonde não quero estar e o que não quero ser.
Isso me traz paz.
Sensação de ter feito o que deveria ser feito.
De ter agido conforme o que é importante e sagrado.
O resto passa no final de tudo.
Já não tenho mais tempo pra perder caminhando estradas obviamente sujas e que não dão em lugar algum.
quinta-feira, maio 25, 2006
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