"Quanto à felicidade, cuja promoção como um fim constitui meu dever, ela tem de ser a felicidade de outras pessoas, cujo (lícito) fim eu, com isso, torno meu próprio. Aquilo que elas podem contar como pertecendo à felicidade delas compete a elas mesmas decidir; enquanto compete a mim recusar algumas coisas que elas pensam que irão fazê-las felizes, se eu discordo delas a respeito disso, desde que não sejam coisas que, como próprias, elas tenham o direito de exigir." (Metafísica dos Costumes 388 - Immanuel Kant)
A palavra entre parênteses "lícito" é importante. Alguém pode ter um fim que conflite com o dever de promover sua própria perfeição ou felicidade de outrem, e este não seria um fim permitido. Ademais, as pessoas frequentemente têm objetivos que interferem com, ou exploram, em outras pessoas.
O princípio básico do que que Kant denomina a Doutrina do Direito é que é errado interferir na liberdade dos outros, uma liberdade de que necessitam para seu próprio auto-desenvolvimento.
(Kant - Ralph Walker)
quinta-feira, junho 29, 2006
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário