"Hoje em dia, a crítica moderna usa o adjetivo "adulto" como marca de aprovação. Ela é hostil ao que denomina "nostalgia" e tem absoluto desprezo pelo que chama "Peter Panteísmo". Por isso, em nossa época, se um homem de 53 anos admite ainda adorar anões, gigantes, bruxas e animais falantes, é menos provável que ele seja louvado por sua perpétua juventude do que seja ridicularizado e lamentado por seu retardamento mental. Se dedico algum tempo para defender-me dessas acusações, não é tanto porque me importo em ser ou não ridicularizado e lamentado, mas porque a defesa tem uma relação íntima com toda a minha concepção de conto de fadas e até mesmo literatura em geral. (...)
Os críticos para quem a palavra "adulto" é um termo de aplauso, e não um simples adjetivo descritivo, não são nem podem ser adultos. Preocupar-se em ser adulto ou não, admirar o adulto por ser adulto, corar de vergonha diante da insinuação de que se é infantil: isso são sinais da infância e da adolescência, quando moderados, são sintomas saudáveis. É natural que as coisas novas queiram crescer. Porém, quando se mantém na meia-idade ou na juventude, essa preocupação em "ser adulto" é um sinal inequívoco de retardamento mental. (...)"
C. S. Lewis
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Sobre Clive Staples Lewis: http://pt.wikipedia.org/wiki/Clive_Staples_Lewis
sábado, fevereiro 20, 2010
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