sexta-feira, outubro 12, 2007

Jaula.

Ausência de certas coisas são sempre muito doloridas. Ultimamente o que tem me matado a cada novo diazinho que chega e vai é meu desemprego e minha solidão. Me disseram que eu deveria sair mais, de forma mais descompromissada, paquerar, beijar uma mulher que nada significasse além da vontade daquela hora e tals. em certos momentos eu decidi fazer isso. E o que melhorou? Nada. Continuo sendo o mesmo cara com a auto-estima pinicada por essas duas drogas de problema: desemprego e solidão.
Sem paz de espirito e sem estrutura fica ruim de desenhar, e sem desenhar fica ruim de compôr um portifolio decente, e sem um portifolio decente fica impossível arrumar uns freelas. E sendo a ssim, cá estou eu sem emprego.
Sinto falta de alguém tambem. Alguém em quem eu possa confiar, com quem possa dividir, somar e subtrair. Sentir que piso em solo firme.
Faz tempo já que não sei o que é isso... Faz tempo que não vivo esse tipo de prazerzinho gostoso que faz qualquer dia ruim ou tempestade transformarem-se em tardes ensolaradas regadas com vento nos cabelos.
Desde o final de 2004 que nada parece tão seguro nesse aspecto. Desde 2004 que quando não não é ilusão, é confusão. Quando não há desgaste, há mentira. Quando não é "se" é "mas".
E desde então o que tenho colhido (das sementes boas que procurei plantar) é indiferença, ingratidão, mentira e sabe-se lá mais o que...
Sinto saudade grande de muitas pessoas que amo. E justamente as que me disseram "eu te amo", ou quase isso, me tratam como se eu tivesse sido apenas um colega de trabalho.
É... Enfim... Segue a vida...
Quando eu não tinha celular, não sabia o que era receber torpedo... (risos) E agora que tenho um, também não sei mais o que é receber torpedo... (risos)

Seja feita a Vossa Vontade.
Assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje.
Perdoai nossas ofensas
assim como perdoamos a quem nos tem ofendido.
Não nos deixei cair em tentação.
Livrai-nos do mal.

Amém.

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