Andar quase ao parar das pernas
Lentidão da força e da esperança
Vontade que se esvai
Amor que não sai
O grito que não é escutado
A mão que não é estendida
O abraço que não é dado
A dor que não é vencida
A certeza de que nada brilha
Nem brilhará
O samba torto e sem graça
Forró morto que ninguém quer dançar
Todas as cores que viram cinza
Ao cair da noite e ao raiar do dia
Sem ela tudo parece pouco
Saudade que o vanto assobia
Um choro que nunca acaba
Uma alma que só desaba
Melancolia é tudo que tenho
Único sabor de uma vida amarga
domingo, abril 29, 2007
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