De novo o torpor mudo, o horror de uma noite inteira de pesadelos.
De novo a falta de ar. De novo a mesma imagem ao fechar dos meus olhos.
De novo meu peito dói. De novo o susto ao acordar e enxergar que realidade e pesadelo são a mesma coisa daqui pra frente.
Mais do que nunca está sozinho. Mais do que nunca sabe agora o que é abandono.
Mais do que em qualquer outro momento a garganta arde e o corpo inteiro dói.
Mais do que em qualquer outro dia, se sente moído, atropelado por uma multidão de caçambas.
Aquilo que meus olhos às vezes viam era mesmo verdade. Aquilo que minha voz às vezes me contava sussurrando, e meu medo gritava, era verdade.
Era pouco. É pouco. E parece que será sempre pouco.
Não só pra mim, mas para qualquer um.
É frio de verdade. É oco. É medroso. Covarde. Machucado. Tímido.
Não por culpa minha.
Estava mesmo cobrando algo que não era dado. E nunca seria. E nunca será.
Estava me contentando com muito pouco, e "muito pouco é um pouco demais"...
O que passou, calou. O que está, grita! Urra! O que virá talvez não chegue... Nunca!
Sem nenhum lugar pra ir ou se esconder. Sem nenhuma privacidade. Sem nada.
Nem vontade, nem sorriso. Nem ar. Nem amor. (me desculpem por ser tão redundante...)
Em quantas mentiras eu ainda vou acreditar nessa vida?
quinta-feira, março 22, 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Um comentário:
Que foi que eu falei de errado? Cada um tem uma forma de lidar com suas perdas, essa é a minha, ué! E vc, mais que ninguém, sabe que boa parte das coisas que anuncio... não faço! (droga, não devia me lembrar isso...)
A propósito, vou assinar este comentário antes que me esqueça e isso gere confusão (chefa delas em minha vida...)
Fica bem.
Como vc quiser ficar. Não tô muito boa para conselhos, mas ombro sempre tenho. Vc sabe.
Postar um comentário