Minha mãe me ensinou outro dia desses que o amor só cresce onde há confiança, respeito e admiração. Mesmo que ele ainda seja fraco, com esses três ítens há de ficar mais forte.
Se o que conserva e fortalece amor é confiança, respeito e admiração, o que faz sonhos serem realizados então? Penso que seja fé, esperança, paciência e atitude. Querer que aconteça. Sonhos podem se tornar realidade onde há amor e coragem também, penso eu...
O que me atiça o pensamento nesse instante, e o que me move a escrever (risos), é querer saber: o que destrói sonhos? O que destrói o amor?
Sobre o segundo acho que muitos aqui tem uma opnião formada, mas e quanto às fantasias e o que esperamos do amanhã? E quanto aos nossos sonhos? E quanto ao que pedimos a Deus todos os dias? O que pode fazer desmanchar um sorriso?
Imagino que existam vários motivos que possamos pensar aqui agora, se considerarmos que sonhos são diversos também... Mas será que não há fatores comuns a todos eles?
Qual o contrário de sonho? A primeira palavra que vem em minha mente é "realidade". Mas seria a realidade a responsável maior por destruir sonhos? Creio que não. Que atrapalha muito, atrapalha... (risos) Mas sei não...
O que é contrário de fé, esperança, paciência e atitude? Hmmm.... Medo?
Sonhos são esquecidos por medo?
Partindo desse ponto, o amor também pode ser deixado de lado por medo, não?
Posso perder a esperança de um sonho e matar de fome um amor por medo?
E se combinarmos o medo com a realidade, poderíamos então chegar a expectativa frustrada de um amanhã triste e distante de tudo que sonhamos? A incerteza do que vivemos hoje pode impedir a realização do que acontecerá amanhã?
Se o amanhã chega independente de nossa vontade (a não ser que todos resolvam suicidar)(risos), o que podemos fazer com o sonho que nos alimenta hoje? ( e não estou falando daquele da padaria...)(risos)
A resposta, muito provavelmente, é que devemos viver um dia de cada vez, como diria minha mãe. Mas isso não encerra a questão. Isso não me diz o que devo fazer com a esperança que tenho em realizar meus sonhos caso a realidade presente nas circunstâncias de "hoje" seja frustrante e desencorajadora.
Abandonar esse sonho por causa da realidade seria uma saída. Mas isso não denotaria falta de fé ou coragem? Onde está o limite entre a convicção da fé e a tolice e o desperdício de tempo?
Sempre pensei que cada movimento nosso, por menorzinho que seja, interfere de forma direta e definitva nos tempos que virão. Dormir às 22 ou às 20h, telefonar ou não telefonar, comer lasanha de frango ou de carne, tudo isso interfere em meu futuro de uma forma menos óbvia do que possamos imaginar. Até mesmo esse texto interfere em minha vida. Pode interferir na vida de alguém que lê agora... Positiva ou negativamente...
Se alguém lê isso aqui e resolve se matar eu sou responsável? Lógico que não! (risos) Não? Não sei... Penso que somos responsáveis por cada atitude que tomamos exatamente pelo motivo citado no parágrafo anterior. Porque as escolhas que fazemos em nossas vidas obviamente interferem na vida do outro. E então abrimos toda uma rede infinita de desdobramentos, sentimentos, sensações...
Ainda não tenho a resposta que queria (o que pode encerrar um sonho?)... Fico com a impressão de que o medo é o maior inimigo do sonho. Que a soma de todos os medos faz com que caminhemos em círculos, "com passos de formiga e sem vontade", como diria Lulu Santos (risos).
Eu tenho alguns sonhos. Uns dependem muito mais de mim, outros nem tanto. (risos) O que me incomoda agora é que um desses sonhos começa a se desmanchar não por minha causa, mas pelo medo de alguém...
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
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