Dormi às 3 da madrugada. Cansado. Dolorido. Triste. Impotente. Inconformado. Culpado. Arrependido. Com uma dor no peito que guarda um coração todo moído bem lá no fundo da cratera onde antes transbordava alegria.
Acordei às 5 da madrugada. Assustado. Com o peito ardendo. Dolorido. Triste. Desesperado. Inconformado. Impotente. Nervoso. Angustiado.
Vou pra bem longe de casa num péssimo dia pra ir. Tá cheio de gente aí fora esperando que eu desista. E é exatamente por essa falta de confiança que alguns têm sobre mim que eu vou viajar mesmo assim, todo fodido.
Vou provar a uma boa meia dúzia de pessoas que sou mais forte do que pareço.
Vou provar que sou maior que minha dor.
E olha que o que não falta é dor.
No peito ardendo, no coração, no buraco enorme na minha garganta, que me impede de respirar direito. Nas costas, tensas de tanta culpa e arrependimento. Nas pernas que pedem insistentemente que eu deite e durma. No estômago, que consegue queimar mais que o peito. E tem mais dor em outras partes menos declaráveis... (risos) Hoje será a terceira injeção já. Antibiótico forte, e que sempre fode ainda mais o meu estômago ja ruim...
Remover um amor de dentro do coração, da alma e dos olhos sempre dói. Mas agora é pior. Pior porque terei de fazer isso por burrice, impaciência, precipitação, vaidade e medo.
Terei de fazer isso porque ela decidiu que não quer pagar pra ver. Porque decidiu que não acredita que aprendo rápido. Não acredita que eu mesmo identifico meus problemas e que é sempre de uma hora pra outra que os resolvo.
Terei de fazer isso sabendo que a possibilidade de daqui a alguns dias ou meses ela me querer de volta é grande. Fiz bobagem e a magoei, mas ela agora, magoada que está, não consegue enxergar a diferença entre eu e relacionamentos rasos, carinhos efêmeros e superficialidade. Isso parece uma maldição...
O que aprendi? É isso que você está pensando enquanto lê minhas queixas? (risos)
Aprendi que minha insegurança não me permitia viver feliz. Aprendi que pra um relacionamento dar certo tem que haver adimiração, confiança e respeito. Aprendi que a liberdade é fundamental, e que eu sou merecedor sim de uma grande mulher como a que estava comigo.
Aprendi que não sou tão feio quanto eu acho que sou. Aprendi que sou bom de cama. Aprendi que tenho muitas qualidades raras, mas que meu defeito comum atrapalhava e ofuscava tudo. Aprendi que a minha insegurança aumentava a vaidade de quem se relacionava comigo. Que quanto mais eu me depreciava, mais fracos ficavam os meus elogios e menos diferença faziam o carinho e a atenção que eu dava.
Aprendi que cada pessoa é uma só e que cada caso é um caso.
Agora eu tenho que aprender a esperar.
Agora tenho que caminhar ao lado do tempo sem prestar atenção apenas nas coisas que já sei...
Por mais que o tempo me conte as mesmas piadas, eu tenho que aprender a rir delas até que ele me resolva contar algumas histórias bonitas... E o que é mais importante: com final feliz, se possível...
sábado, janeiro 13, 2007
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