quinta-feira, dezembro 21, 2006

Profetas cegos e asas de cêra.

E quando anda, segue. E quando grita, bebe. E sempre exagera.
E quando vira à esquerda, sempre chora.
E quando vai pra direita, não demora. Tropeça.
E eis que o vôo é quase sempre um tanto tardio.
E olha como parece brilhar
E sopra o vento, e canta o azar.
Asa de borboleta. Colorida e frágil.
Asa de beija-flor. Rápida e agitada.
Refrão antigo. Canção de rádio. Drama comum.
Tele-novela. Mocinho. Bandido. Vilã e vilania.
O que na caverna soa como eco...
Raiz profunda. E o olho que enxerga adiante.
Sofrimento. Redenção.
Seguindo a gota. Uma lição.
E nunca me verá E nem tesouro algum.
Completo.

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