Conversando com minha mãe, que é uma das poucas mulheres em quem confio nesse mundo, e depois de ler o blog da Gaby, resolvi falar sobre relações.
Minha mãe me falava sobre uma teoria que ela tem de que nós conhecemos sempre pessoas que nos completam e estimulam algo positivo ou negativo.
Sempre achei que nos relacionamos com pessoas que tenham alguma afinidade conosco.
Mas ai eu penso - Se nos completam, onde está a afinidade? Num quebra-cabeça, as peças tem lados diferentes, mas a imagem que elas fazem no final, quando encaixadas, é uma só. Talvez seja isso tambem com todos nós. Tentamos fazer o que é certo, alguns preferem o que é errado, outros o que for mais conveniente (sequer pensam se estão certos ou errados), mas no final, dá sempre na mesma coisa.
E aí? Que sentido faz eu agir da melhor forma com alguém, se no final das contas serei tratado com a mesma consideração com que uma outra pessoa, que não se preocupou tanto, foi tratada?
E se todos nós agirmos dessa maneira, quem será bem tratado no fim? Que imagem faremos desse quebra-cabeça? Do que adianta vivermos momentos que serão deletados quando outros chegarem? Deletar é sempre perigoso quando não se sabe direito o que está sendo deletado. Que o diga o Windows e seus "*.dll"...(risos)
João e Maria se perderam assim na floresta, não? O rastro que deixaram, no intuito de lembrar de onde vieram, foi "deletado". E uma vez que não lembraram como haviam chegado, se perderam...
A imagem pode ser muito grande mesmo, e num mosaico desse tamanho, geralmente existem peças que contém cores feias ou imagens sem sentido... À primeira vista...
Saber que "cor" temos e que "imagem" preencheremos é fundamental para viver.
Não adianta nada o "círculo azul" achar que será "triângulo vermelho" se ele continuar sendo azul... E circular.
quarta-feira, agosto 02, 2006
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